Um dia antes de ser julgado no STF por coação no curso do processo, deputado cassado afirma que ministro trata governo Trump como organização criminosa. Ele pede que a gestão americana retome sanções contra o magistrado
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Eduardo refutou as acusações de que é alvo e, novamente, tentou incluir a gestão Trump. "Eles alegam que cometi um crime ao me envolver com autoridades do governo americano. Tal alegação trata efetivamente a própria administração Trump como se fosse uma organização criminosa", ressaltou.
"Eles desprezam a liberdade. Eles se opõem aos valores representados pela sua administração. E eles abrigam a mesma hostilidade em relação a você, a Rubio, a Bessent e a todos que servem no seu governo", sustentou. "A história mostrou repetidamente que aqueles dispostos a silenciar seus adversários políticos dentro de seus próprios países não hesitarão em mirar qualquer um no exterior que se levante em defesa da liberdade", acrescentou.
O deputado cassado responde à acusação de coação no curso do processo, por tentar interferir no julgamento da trama golpista, no qual seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, foi condenado a 27 anos de prisão por tentar derrubar a democracia.
De acordo com as investigações, o filho 03 de Bolsonaro, que está nos EUA desde 2025, atuou junto ao governo Trump para que fossem impostas sanções ao Brasil e a autoridades do país, em retaliação ao julgamento da trama golpista.
Negativa à DPU
Moraes rejeitou, nessa segunda-feira, um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) para adiar o julgamento. O órgão alegava que a Primeira Turma não deveria analisar o caso sem sua composição completa e pedia a convocação de um ministro de outro colegiado para preencher a vaga aberta.
Na negativa, Moraes afirmou que o regimento do STF exige a presença mínima de três ministros para a realização dos julgamentos e destacou que a atual composição atende ao quórum necessário. O ministro também observou que, em ações penais, eventuais empates favorecem o réu. A Primeira Turma é composta, além de Moraes, por Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia. O colegiado está com um integrante a menos desde a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso — o escolhido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga, o advogado-geral da União, Jorge Messias, foi rejeitado pelo Senado.
Com informações do CB
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