Corporação afirma que dono do banco, Daniel Vorcaro, custeou diárias do senador e do presidente da Câmara no exterior
No caso de uma viagem a Lisboa, comprovantes, mensagens e invoices identificados pela PF mostram que Nogueira teve pagas cinco diárias, em junho de 2024, no Hotel Four Seasons, num total de R$ 91.280,59, o que representa custo diário aproximado de R$ 18.256,12. No entanto, apesar de Vorcaro ter custeado essas despesas, no site do Senado consta o registro de cinco diárias pagas pela Casa a Nogueira na mesma data. As informações que constam no portal do Parlamento mostram que o valor repassado ao senador foi de R$ 16.784,89. Na ocasião, Nogueira foi a Portugal participar do Fórum Jurídico de Lisboa, organizado pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de acordo com a PF.
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Mensagens encontradas no celular de Vorcaro atestam a proximidade entre o senador e o ex-banqueiro. Em uma delas, Nogueira fala que "está com saudades" do executivo. Em diversos diálogos, ele chama o dono de Master de "irmão".
Fotos encontradas no curso das investigações da Operação Compliance Zero também revelam diversos encontros entre a dupla, no Brasil e no exterior. Procurada, a assessoria de Nogueira não se manifestou.
Em relação a Motta, as diligências apontam que ele também teria se hospedado em um hotel de luxo na capital portuguesa com as diárias pagas por Vorcaro.
Em um dos diálogos, o dono do Master conversar com um auxiliar, passa uma lista de nomes de homens que teriam autorização para entrar no hotel de luxo e demonstra preocupações com a privacidade de seus convidados.
"Leo, preciso muito que você dê uma atenção na questão de segurança. Cidade está lotada, eu tive lá no lugar agora (sic). Tive uma reunião lá no clube. Tem que ter certeza de que o lugar em frente ao restaurante também esteja privatizado, porque senão dá pra ver tudo lá dentro. Tem que ter alguém lá embaixo, quando você sai do elevador já dá para ver tudo: quem tá, o que está acontecendo", diz Vorcaro em uma mensagem de áudio transcrita pela equipe da PF e enviada ao ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF). O auxiliar responde com "Ok".
A PF ressaltou que documentos encontrados nas ações de busca e apreensão comprovam que os valores das diárias foram efetivamente pagos.
Em nota, Hugo Motta afirmou que a viagem foi destinada a um evento corporativo e negou qualquer irregularidade. "Os órgãos de fiscalização estão trabalhando. Eu tenho tranquilidade sobre as minhas relações e defendo que as investigações possam acontecer. Eu tenho muita tranquilidade com relação a isso. Não vejo problema nisso. Era um evento corporativo, encontro jurídico", frisou.
Com informações do CB
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