Milena Cristina Gonçalves foi encontrada morta em casa, no Riacho Fundo II, no DF — Foto: Facebook/Reprodução

Homem disse em depoimento que dormiu após 'sexo violento' com vítima e, quando acordou, ela estava morta. Delegado diz suspeitar que ele agiu com dolo, ou seja, assumiu risco de ferir mulher.

A Justiça do Distrito Federal converteu, em preventiva, a prisão em flagrante do homem suspeito de matar a jovem Milena Cristina Gonçalves, de 24 anos, no apartamento onde ela morava, no Riacho Fundo II, no Distrito Federal. O crime ocorreu na madrugada de sábado (16).

Em depoimento, o suspeito, Gabriel Henrique de Oliveira Borges, disse que dormiu após fazer "sexo violento" com a vítima e, quando acordou, a encontrou morta na cama. Ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (18).

Na prática, a decisão indica que ele deve ficar detido por tempo indeterminado. g1 questionou a Defensoria Pública do DF, responsável pela defesa de Gabriel, sobre a decisão. No entanto, não recebeu resposta até a última atualização desta reportagem.

O delegado Pablo Aguiar, da 27ª Delegacia de Polícia, no Recanto das Emas, onde o caso foi registrado, afirma que os indícios apontam que o homem agiu com dolo, ou seja, teve intenção de ferir a vítima ou, pelo menos, assumiu o risco de machucá-la.

Segundo o delegado, o Ministério Público do DF pediu a manutenção da prisão do suspeito também por esse entendimento. Inicialmente, o caso chegou a ser registrado como homicídio culposo, quando não há intenção de matar, pelo delegado de plantão que registrou a ocorrência.

Após o registro do flagrante, as investigações vão ficar a cargo da 29ª Delegacia de Polícia, no Riacho Fundo.

Investigação

De acordo com a ocorrência do caso, o suspeito informou que foi até o apartamento da vítima na noite de sexta-feira (15), acompanhado de dois amigos dela. Segundo familiares, Milena conheceu o homem naquela noite.

Em depoimento, o suspeito informou que ele, os amigos e a jovem ficaram bebendo juntos e usaram drogas no local, até que ele foi deixar os dois colegas em casa. Logo depois, retornou ao apartamento da vítima e teria passado a noite com ela.

No dia seguinte, ao perceber que ela estava morta, ele acionou a Polícia Militar. A suspeita é que a jovem tenha falecido por asfixia.

Família pede justiça

O pai da vítima, Vanderlan Conrado, disse ao g1 que foi informado do caso por volta das 9h30 de sábado. Imediatamente, foi até o apartamento da jovem, acompanhado da mãe dela. Ele afirma que o suspeito ainda estava no local.

"Ele disse que não ficaria preso, porque ele tinha doutorado, era empresário, e não era marginal", conta Vanderlan.

"Queremos justiça! Ele deve responder pelo que fez. "Minha filha estava estudando, tinha um futuro brilhante pela frente", lamenta o pai.

Da redação com informações do G1DF