A Polícia Civil do Distrito Federal, juntamente com equipe de policiais do Estado da Bahia, deflagrou a Operação Sexto Dia*, nesta quinta-feira (12). A ação ocorreu em Salvador/BA contra um suposto esquema criminoso destinado à venda de medicamento abortivo por meio de aplicativo de mensagens no celular e rede social. Segundo as investigações, o grupo era gerenciado por uma estudante de medicina veterinária, de 24 anos. A operação cumpriu dois mandados de busca e apreensão nas residências de suspeitos. A investigação é conduzida pela Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos – DRCC/PCDF e é consequência de uma série de outras apurações que culminaram na identificação de uma suposta associação criminosa especializada na venda de medicamentos abortivos. A associação criminosa tem como modus operandi a disponibilização de perfis em redes sociais de apoio à mulher e lá informam a possibilidade de aborto seguro com utilização do medicamento intitulado Cytotec. O Cytotec é um medicamento que tem na sua composição o misoprostol, substância utilizada como indutor de aborto. A Anvisa, por meio da Portaria SVS nº 344/1988, estabelece que as vendas de medicamentos à base da substância Misoprostol ficarão restritas a estabelecimentos hospitalares devidamente cadastrados e credenciados junto à autoridade sanitária competente. Destaque-se que o Misoprostol é substância sujeita a controle especial. A principal suspeita informou que realiza a venda dos medicamentos para todo o território nacional. Na rede social, os interessados preenchiam um formulário e lá a suspeita citava as possibilidades de aborto até 12 semanas. Vale destacar que a suspeita dava a possibilidade de pagamento em até 12 vezes. A investigada foi ouvida formalmente e será indiciada pelo crime de venda e exposição à venda de produtos destinados a fins medicinais, de procedência ignorada. O delito prevê pena de até 15 anos de reclusão. No local, a polícia apreendeu celulares, tablet, notebooks.

Operação Sexto Dia: o nome faz referência à Gênesis quando Deus criou o homem. No caso, a operação faz alusão às vidas humanas que são perdidas com a ocorrência do aborto.
Da redação com informações da Assessoria de Comunicação/DGPC
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PCDF, excelência na investigação