Na manhã desta quarta-feira (14), a Polícia Civil do Distrito Federal – PCDF, por intermédio da Coordenação de Repressão aos Crimes Patrimoniais – Corpatri, com o apoio operacional da Polícia Civil de São Paulo – PCSP, cumpriu mandados de buscas e apreensão em São Paulo. Trata-se de desdobramento da Operação Último Suspiro que, em outubro de 2020, desarticulou organização criminosa especializada em furtos de airbags para revenda no mercado paralelo de autopeças no Setor H Norte – Taguatinga.

Até o momento, foram apreendidos 200 airbags.

                         Na primeira fase, foram presas, preventivamente, cinco pessoas responsáveis por dezenas de furtos. Todos ainda se encontram detidos e já foram denunciados pelos crimes de organização criminosa, lavagem de dinheiro, furto qualificado e receptação no processo que tramita na 4ª Vara Criminal de Brasília.

                        Com base nas informações obtidas na primeira fase, foi possível identificar lojistas de São Paulo para quem significativa parte dos airbags subtraídos no DF eram enviados. As buscas têm o objetivo de colher novos elementos de informação permitindo a responsabilização criminal também desses lojistas.

                        Antes da deflagração da primeira fase da operação, havia uma crescente taxa de furtos de airbags no DF. Eram cerca de três a cinco furtos por semana, num total que já alcançava aproximadamente 150 vítimas. Após a prisão dos indivíduos no DF, houve a extinção desse fenômeno criminal. Nenhuma ocorrência de furto de airbag foi registrada desde outubro de 2020 até a presente data.

                        Com o avanço investigativo sobre os receptadores em outros estados, busca-se evitar que eles passem a fazer novas encomendas e estimulem o recrudescimento das subtrações no DF. Também se objetiva o encontro de airbags furtados no DF que eventualmente possam ser restituídos às vítimas. Um airbag novo na concessionária pode custar, com a instalação, até R$ 10 mil; já no mercado ilegal, o mesmo airbag pode ser comprado por R$ 1,5 mil.

Assessoria de Comunicação/DGPC

PCDF, excelência na investigação