Serviços gratuitos incluem consultas, exames, internação e até cirurgias para cães e gatos

Depois da triagem, o animal passa pela avaliação do veterinário, que pode indicar exames para complementar o diagnóstico – os de imagem e de sangue são feitos gratuitamente | Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

Quem tem um bichinho de estimação em casa, deve redobrar a atenção e procurar atendimento veterinário a qualquer comportamento fora do comum do animal. Diarreia, falta de apetite, perda de peso, feridas espalhadas pelo corpo, vômito ou febre podem ser sinal de alguma zoonose que pode ser grave para os animais e ainda ser transmitida para os humanos. Desde abril de 2018, quando foi criado, o Hospital Veterinário Público de Brasília (Hvep) atendeu 58.899 animais. A gestão do hospital está a cargo do Instituto Brasília Ambiental, que, recentemente, ampliou em 100% a capacidade de atendimento.

No Distrito Federal, esses atendimentos são gratuitos. O Hvep oferece consultas, exames de sangue e de imagem (raios-x e ultrassom) e cirurgias, entre elas as ortopédicas. Castrações só são feitas em casos terapêuticos, ou seja, indicadas pelo veterinário como forma de curar uma doença, como tumores nas mamas, útero ou ovários, em fêmeas, ou nos testículos, em machos. O hospital atende apenas cães e gatos de qualquer raça.

Os atendimentos são realizados mediante senhas que são entregues pessoalmente, de segunda a sexta-feira, exceto feriados, por ordem de chegada, a partir das 7h30. Mas não é preciso madrugar, muito menos dormir na fila. Desde o começo de abril, em comemoração ao aniversário do hospital, 100 senhas passaram a ser distribuídas diariamente, dobrando a capacidade de atendimento de 900 para 2,1 mil consultas por mês. “Antes eram apenas 50 senhas por dia. Com essa ampliação, todo mundo tem sido atendido”, afirma a diretora do hospital, Mayara Cauper.

Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília
Em março, foram realizadas 1.056 consultas e atendimentos de emergência, 904 retornos, além de 5.016 hemogramas e 1.433 exames de imagem (raio-X e ultrassom) | Foto: Acácio Pinheiro/Agência Brasília

A maior parte das senhas, 60, é para consultas. Também são feitos 30 atendimentos emergenciais e 10 ortopédicos todos os dias. Depois que o tutor pega a senha, ele passa por uma triagem para comprovar a necessidade do atendimento de emergência, que acontece até 15h.

Depois da triagem, o animal passa pela avaliação do veterinário, que pode indicar exames para complementar o diagnóstico – os de imagem e de sangue são feitos gratuitamente. Em março, por exemplo, foram realizadas 1.056 consultas e atendimentos de emergência, 904 retornos, além de 5.016 hemogramas e 1.433 exames de imagem (raio-X e ultrassom). O Hvep oferece internação, mas apenas durante o dia, até 17h. Após esse período, o tutor deve levar o animal para casa e retornar no dia seguinte.

Durante o tratamento, quando for preciso dar medicamentos ao animal, cabe ao tutor a responsabilidade de comprá-los e administrá-los. Todos os veterinários do Hvep são clínicos-gerais ou ortopedistas, ou seja, cuidam de doenças mais usuais e, se preciso, encaminham o caso para um especialista. As doenças mais comuns nos cães e gatos que chegam ao Hvep e são tratadas lá mesmo são leishmaniose, doença do carrapato e outras hemoparasitoses, leptospirose, doenças virais (tanto em cães, quanto em gatos), tumores em geral e infecções uterinas.

“Qualquer alteração pode ser um sinal de alguma doença e o quanto antes trouxer melhor para o animal, pois a gente faz logo o diagnóstico e tem mais chance de salvá-lo”, afirma Shênia Araújo, veterinária do Hvep.

A leishmaniose, a doença mais comum atendida no Hvep principalmente em cães, é uma doença infecciosa causada por um protozoário do gênero leishmania, um parasita. Sua transmissão se dá por meio da picada do mosquito-palha. Apesar de não ter cura, com o tratamento correto é possível que o animal chegue a uma cura clínica, ou seja, não apresente lesões ou sinais de estar doente. “Ele leva a vida normal, vive como se fosse um animal saudável, apesar de o parasita continuar vivendo no cachorro. Só é um animal que demanda mais atenção e cuidado”, diz Shênia.

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Com informações da Agência Brasília