Animais são da espécie corn snake, de origem norte-americana, e foram encontrados em Sobradinho. Segundo Polícia Civil, serpentes receberam nomes de Dandara e Cinara.

A Polícia Civil do Distrito Federal apreendeu duas serpentes exóticas na tarde desta segunda-feira (7), em Sobradinho. Os animais são da espécie corn snake, de origem norte-americana, e foram encontrados com uma universitária de 19 anos (veja vídeo acima).

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De acordo com a Polícia Civil, a jovem afirmou que comprou os animais na internet, no início do ano, e os criava ilegalmente. Ela disse que pagou R$ 250 por cada cobra. De acordo com o delegado João Ataliba, as serpentes receberam os nomes de Dandara e Cinara.

Os policiais também encontraram uma porção de haxixe na casa da universitária. Durante a ação, ainda foram localizados ratos congelados, que eram utilizados como alimento para as serpentes.

Polícia apreende duas cobras exóticas criadas ilegalmente no DF — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação

Polícia apreende duas cobras exóticas criadas ilegalmente no DF — Foto: Polícia Civil do DF/Divulgação

A equipe da 35ª Delegacia de Polícia foi informada do crime por meio de uma denúncia anônima. As cobras serão encaminhadas ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama), para os cuidados necessários.

A jovem foi levada para delegacia e autuada pelos crimes de ter animal silvestre em cativeiro e posse de drogas para consumo pessoal. Após assinar termo de compromisso de comparecimento em juízo, ela foi liberada.

Caso naja

Cobra da espécie naja no Zoológico de Brasília, em imagem de arquivo — Foto: TV Globo/Reprodução

Cobra da espécie naja no Zoológico de Brasília, em imagem de arquivo — Foto: TV Globo/Reprodução

A descoberta de animais exóticos na capital passou a ocorrer com mais frequência em julho deste ano, depois que o estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Santos Krambeck Lehmkul, de 22 anos, foi picado por uma cobra da espécie naja, considerada uma das mais venenosas do mundo.

O fato levou à descoberta de um esquema criminoso, que levou o Ministério Público do DF a denunciar o jovem, além de familiares e um amigo dele. Quando o jovem foi picado, não havia soro antiofídico contra o ataque da cobra no Distrito federal.

O hospital particular para onde ele foi levado precisou pedir o antídoto para o Instituto Butantan, em São Paulo – único local que tinha o soro no país, para pesquisa. Pedro entrou em coma e correu risco de vida.

As investigações da Polícia Civil apontam que o jovem criava a cobra em casa irregularmente e que tinha, pelo menos, 18 serpentes. Segundo a corporação, a mãe e o padrasto de Pedro sabiam sobre a criação ilegal dos animais.

Em 3 de setembro, a Justiça do Distrito Federal aceitou denúncia do Ministério Público do DF (MPDFT) contra Pedro Henrique Krambeck, além da mãe, o padrasto e um amigo. Eles se tornaram réus pelos seguintes crimes:

  • Pedro Henrique Krambeck: associação criminosa, venda e criação de animais sem licença, maus-tratos contra animais e exercício ilegal da medicina veterinária;
  • Rose Meire Lehmkuhl (mãe do estudante): associação criminosa, venda e criação de animais sem licença, maus-tratos contra animais, fraude processual, corrupção de menores e por dificultar a fiscalização do poder público em questões ambientais;
  • Eduardo Condi (padrasto do estudante): associação criminosa, venda e criação de animais sem licença, maus-tratos contra animais, fraude processual e corrupção de menores;
  • Gabriel Ribeiro (amigo do estudante): associação criminosa, venda e criação de animais sem licença, maus-tratos contra animais, fraude processual e corrupção de menores.
  • Com informações do G1 DF