Balanço da Segurança Pública revela ainda que nos últimos dois meses não houve registro desse crime em todo o DF

O esforço conjunto das forças de segurança para reduzir a criminalidade vem diminuindo a incidência de crimes contra a vida e contra o patrimônio no Distrito Federal este ano. Levantamento mensal realizado pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP) mostra que, de janeiro a novembro de 2020, houve queda de 7,6% no número de vítimas de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que agrupam homicídio (e feminicídio), latrocínio e lesão corporal seguida de morte.

O levantamento aponta ainda que novembro marcou o menor número de vítimas de homicídios dos últimos 21 anos para o mês. Os CVLIs também atingiram a melhor marca em 21 anos em novembro. No acumulado dos onze meses deste ano, também houve redução nas vítimas de CVLI, de 7,6%, o que representa 31 vidas preservadas. No caso dos feminicídios, a redução chega a 56,6% no acumulado deste ano. Nos últimos dois meses não houve casos desse crime no DF. Em fevereiro e maio também não houve registro.

Para o secretário de Segurança Pública,  Anderson Torres, a redução mostra que as estratégias de prevenção ao crime têm surtido efeito, e que o trabalho das forças de segurança e canais de denúncia disponíveis têm sido essenciais para redução dos casos. “Desde o início do ano intensificamos as ações para manter a redução dos índices de crimes contra a vida alcançados ano passado. Os feminicídios passaram a ser prioridade e, mesmo com o cenário de pandemia, conseguimos ampliar os canais de denúncia e o atendimento a essas vítimas. Inauguramos uma nova delegacia de mulher, abrimos a possibilidade de registros on-line e aumentamos as visitas do programa de Prevenção Orientada à Violência Doméstica (Provid), da Polícia Militar”, avalia.

O registro de crimes de violência doméstica passou a ser permitido por meio da Delegacia Eletrônica durante a pandemia. “Na maioria dos feminicídios analisados pela Câmara Técnica de Monitoramento de Homicídio e Feminicídio (CTMHF), da SSP, as mulheres nunca haviam registrado ocorrência por violência doméstica, mas durante a investigação, testemunhas relataram que as mulheres já tinham sido vítimas da prática criminosa. A denúncia desses crimes podem evitar a escalada da violência, ou seja, evitar que a violência evolua para um feminicídio”, argumenta Torres. “O modelo de registro on-line é, além de tudo, uma forma de estimular a denúncia, pois é um formato que encoraja as mulheres que, por qualquer razão, não se sentem à vontade para realizar o registro em uma delegacia”.

Homicídios

O número de vítimas de homicídios apresentou redução de 8,7%, de 378 para 345 casos no acumulado do ano. No mês de novembro a redução chegou a 14,3%, em comparação com o mesmo mês de 2019, melhor mês de novembro em 21 anos.

“Os homicídios estão em decréscimo e iniciamos uma série de ações para que as reduções continuem e ocorram de forma equilibrada entre todas as regiões do Distrito Federal, como é o caso da operação Quinto mandamento e o projeto itinerante Cidade da Segurança Pública, lançado no final do último mês em Planaltina”, ressalta o secretário.

O projeto Cidade da Segurança Pública percorrerá regiões administrativas previamente selecionadas por critérios diversos pela SSP. Além de reforçar o policiamento e de melhorar os índices criminais nas regiões, a proposta é a aproximação com a população e com os profissionais de segurança pública que atuam na linha de frente.

“O contato mais próximo com a realidade de cada região é essencial para a elaboração e ajuste de políticas de segurança, tornando a aplicação cada vez mais individualizada”, explica o secretário executivo de Segurança Pública, Júlio Danilo.

Na última semana, a operação Quinto Mandamento completou quatro meses de realização no DF. Nesse período, foram realizadas mais de 6 mil abordagens pessoais e quase 2 mil veículos foram fiscalizados. A operação contou ainda com mais de 2,6 mil agentes de segurança em ação e 920 viaturas utilizadas.

“Esses são alguns dos números alcançados durante a operação. Nessas abordagens, tanto pessoais quanto veiculares, é feita a verificação de documentos, como carteira de habilitação e registro do veículo e é possível retirar das ruas armas de fogo, o que reflete diretamente na redução de homicídios”, explica Danilo.

Com informações da Agência Brasília