A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi foi assassinada a facadas pelo ex-marido na frente das três filhas, na Barra da Tijuca


Um grupo de juízas do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) publicou nas redes sociais, neste sábado (26/12), um manifesto de indignação contra o assassinato a facadas da magistrada Viviane Vieira do Amaral, morta pelo ex-marido na última quinta-feira (24), na frente das filhas, na Barra da Tijuca.

"Nós. Mulheres. Juízas. Feministas. Estamos tristes,devastadas e indignadas pela vulnerabilidade que o patriarcado nos impõe", diz o manifesto.

De acordo com Regina Lúcia Passos, desembargadora do TJRJ, que também participa do movimento, a manifestação começa como um desabafo e pede justiça por tantos casos de feminicídio. "O caso de Viviane não pode ficar sem resposta. Foi uma ofensa também às filhas dela, meninas e mulheres. Que ela sirva para que outras mulheres não padeçam do mesmo mal", disse.

"Infelizmente este caso não foi o primeiro e nem deve ser o último a abater uma magistrada. O feminicídio é uma verdadeira pandemia no mundo inteiro. Nós entendemos que é uma grave violação aos direitos humanos", aponta a desembargadora.

Para Regina Lúcia, um caso como o ocorrido passa um recado ainda mais pessimista para mulheres mais vulneráveis. "Se fazem até com uma juíza, que está em ação para coibir criminosos, imagina o que pode fazer com

"Enquanto juízas nós estamos brutalmente atingidas e duplamente atingidas. Porque isso foi uma ofensa a uma pessoa , a todas nós mulheres e também às noções funções. Isso é um grave problema de saúde pública", diz.

"Nós. Mulheres. Juízas. Feministas. Estamos tristes,devastadas e indignadas pela vulnerabilidade que o patriarcado nos impõe.
Somos profissionais. Trabalhamos. Cuidamos de crianças. De nossos pais e mães. Das casas. Cozinhamos. Limpamos. Queremos e exigimos respeito sobre Nossos corpos e nossas decisões. Os homens os quais amamos não podem achar que pertencemos a eles. Nossa total repugnância e reação a toda forma de violência e opressão a nossa liberdade em sermos e vivermos como mulher. Nossa dororidade às três filhas. À mãe e à irmã. Somos mulheres e estamos e estaremos de mãos dadas, mas as soltaremos para lutar contra toda forma de machismo abjeto que acredita que somos sua propriedade e que podem agredir e matar. Queremos os homens ao nosso lado, mas jamais para nos oprimir ou maltratar. VIVIANE , VIVA!
Abaixo assinamos, nós, juízas deste Brasil e de outros países."

Entenda o caso


A juíza Viviane Vieira do Amaral Arronenzi foi assassinada a facadas, em frente das três filhas, na tarde desta quinta-feira (24/12), na véspera de Natal. O crime foi no bairro da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Viviane era juíza do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ).

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento da ação. As três filhas de Viviane gritam e clamam para que o pai pare de agir, enquanto o homem desfere golpes na mulher caída ao lado de um carro.

Nesta sexta, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Fux, lamentou a morte da juíza.

Com Informações do CB