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Abordagem de pacientes do Transtorno do Espectro Autista é tema de palestra

  Intervenção precoce aumenta a eficácia no cuidado disponibilizado, tornando essencial a qualificação das equipes da Secretaria de Saúde Co...


 Intervenção precoce aumenta a eficácia no cuidado disponibilizado, tornando essencial a qualificação das equipes da Secretaria de Saúde

Com o aumento gradativo do número de casos de Transtorno do Espectro Autista (TEA), o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Saúde (SES), promoveu, na semana passada, um curso de capacitação focado na melhoria da abordagem a esse grupo de pacientes. Encerrada na sexta (10), a qualificação abordou maneiras de uniformizar as orientações da linha de cuidado do TEA e os principais equipamentos disponíveis na rede pública.

Nós fazemos a saúde no DF e vamos ser multiplicadores de informação. Os servidores vão sair daqui com um novo olhar sobre a linha de cuidado do TEA”

Juliana Queiroz, diretora de Serviços de Saúde da Atenção Secundária da SES

Os temas abordaram, principalmente, as características e as especificidades do paciente com o transtorno, o impacto da intervenção precoce e o papel da família, da escola e dos terapeutas. “Nós fazemos a saúde no DF e vamos ser multiplicadores de informação. Os servidores vão sair daqui com um novo olhar sobre a linha de cuidado do TEA”, declarou a diretora de Serviços de Saúde da Atenção Secundária, Juliana Queiroz.

Em setembro de 2023, a linha de cuidado da saúde da pessoa com TEA foi aprovada pelo Conselho de Gestão da SES e publicada no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). A iniciativa teve o intuito de definir pontos de atenção, competências e organizar os fluxos assistenciais que favorecem o acesso e a atenção integral à saúde desse público.

De acordo com a referência técnica distrital de terapia ocupacional Lídia Isabel, um dos ganhos proporcionados pelo curso é a melhor orientação aos profissionais em relação aos serviços disponibilizados pela rede. “Nossas 400 vagas acabaram em 24 horas, e percebemos que essa era uma demanda de todos os níveis da saúde, da atenção primária à terciária”, afirmou.

Cuidado

13 mil
número estimado de pessoas com TEA no DF

Estima-se que mais de 13 mil pessoas tenham o diagnóstico de TEA no DF. Para oferecer o suporte necessário a quem precisa, a rede de saúde dispõe de quatro centros especializados em reabilitação (CERs), cujo foco é o atendimento, o diagnóstico e o tratamento desse transtorno.

Um deles, localizado no Hospital de Apoio (HAB), destaca-se no atendimento às famílias e crianças. Criado em 2016 para acolher pacientes com a síndrome congênita associada à infecção pelo vírus zika, o centro no HAB é referência na assistência e no tratamento de jovens de até 14 anos com TEA.

O importante é que a criança seja diagnosticada o mais cedo possível, de preferência antes dos 4 anos, pois nessa faixa etária o tratamento multidisciplinar é crucial ao seu bom desenvolvimento”, lembrou a neuropediatra Denize Bonfim, que atua na unidade.

O CER do HAB funciona às segundas, terças, quintas e sextas-feiras. Somente em 2022, foram registrados mais de 1,8 mil atendimentos no local. A cada semana, o centro recebe, em média, oito novas crianças para iniciar o tratamento.

Acolhimento


Danuzia Nunes Rosa inscreveu a neta para tratamento de fonoaudiologia, fisioterapia e terapia ocupacional no Adolescentro | Foto: Michelle Horovits/ Agência Saúde

Danuzia Nunes Rosa é avó da jovem Ana Clara Nunes, 17, atendida pelo Adolescentro. “O atendimento aqui é maravilhoso. A Clarinha tem TEA nível 2 e faz atendimento de tudo no centro: fonoaudiologia, fisioterapia, terapia ocupacional. Sinceramente, não sei o que faríamos sem esse lugar. Ela teve um desenvolvimento muito bom com o acompanhamento correto”, contou. Presente à capacitação da SES, Danuzia apresentou o caso da neta aos servidores participantes.

O ambulatório de saúde mental infantojuvenil Adolescentro funciona há 24 anos. A unidade atende o público de todo o DF e conta com equipe composta por pediatra, hebiatra (pediatra especialista em adolescência), psiquiatra, homeopata, ginecologista, neuropediatra, enfermeiro, técnico de enfermagem, psicólogo, terapeuta ocupacional, fonoaudiólogo, fisioterapeuta, assistente social, odontólogo e técnico de higiene dental.

Com informações da Secretaria de Saúde do DF

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