Terceira edição do casamento comunitário em 2021 garante direitos civis da família aos noivos

Foi ao som da marcha nupcial e de uma seleção de músicas românticas que 42 casais celebraram a união em cerimônia coletiva realizada neste domingo (28), no auditório do Museu Nacional da República. O dia do “sim” dos noivos foi proporcionado pela 3ª edição do Casamento Comunitário 2021, promovida pela Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus).

O espaço foi todo decorado para receber os 84 nubentes que, diante da juíza de paz Mirtala Carvalho Delmondez, do cartório de Sobradinho, de autoridades e de convidados mudaram o status de solteiros para casados. Cada casal teve direito a vestido de noiva, buquê, terno, maquiagem e registros fotográficos concedidos pela Sejus e pelas mais de 30 empresas parceiras e voluntários do programa.

Antes da cerimônia, a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, explicou a importância da celebração: “Cidadania é garantia de direitos. O direito à convivência familiar está previsto na Constituição Federal. Mais do que celebrar o que está na Constituição, celebramos o amor e a possibilidade de felicidade, de proporcionar uma vida melhor juntos”.

Em todas as edições, a secretária faz questão de participar de perto das etapas, como a prova do vestido e a preparação de maquiagem antes da cerimônia. “Hoje é um dia de alegria e celebração da família. É um momento emocionante. Faço questão de chegar cedo para poder conversar com as noivas, verificar tudo”, completa.

A 3ª edição do Casamento Comunitário de 2021, programa de governo desde o início da atual gestão, novamente foi realizada com a colaboração de apoiadores e, dessa vez, realizou o sonho de 42 casais | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

O casamento comunitário é uma política de governo instituída por decreto, que garante a promoção gratuita da união de casais residentes no DF, hipossuficientes e que desejam a habilitação, o registro e a certidão de casamento. O objetivo é estimular o direito à convivência familiar e garantir os direitos civis da família como núcleo social básico de acolhimento, convívio, autonomia, sustentabilidade e protagonismo social.

Sonhos realizados

O sonho do casamento é um desejo que nem todos podem realizar devido à condição financeira. Esse é o caso de Claudiane Ferreira do Nascimento e Sebastião Pereira dos Santos Filho. Eles estão juntos há 16 anos, têm quatro filhos e o quinto está prestes a nascer – a dona de casa está grávida de 8 meses. “É um sonho, não só meu, mas dos meus filhos e do meu esposo”, conta.

Cidadania é garantia de direitos. O direito à convivência familiar está previsto na Constituição Federal. Mais do que celebrar o que está na Constituição, celebramos o amor e a possibilidade de felicidade, de proporcionar uma vida melhor juntos”Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania


Claudiane já havia tentado se inscrever no programa anteriormente, mas só agora ficou entre as selecionadas. “Estou muito agradecida. É uma oportunidade para que pessoas de classe baixa possam se casar. Se não fosse isso aqui (o casamento comunitário), seria só um sonho. É uma oportunidade única”, comemorou.

Além da casados, Claudiane e Sebastião ainda saíram do Museu da República com dois prêmios. Antes da cerimônia, todos os 42 casais tiveram chances de concorrer a brindes dos parceiros da Sejus. Foram sorteados com voucher para hospedagem em um resort e uma panela de pressão.

Reafirmar o amor

Casar também era o desejo de Ana Beatriz Alves de Sousa, 44 anos. Junta com Eduardo Roque Benjamim há três anos, ela sonhava com o vestido e a festa de casamento, mas não tinha como bancar. Pela internet, conheceu o programa do governo e se inscreveu. “Estou vivendo um sonho de princesa. Eu sempre quis e creio que encontrei a pessoa certa”.

Agradecida, ela diz que o casamento comunitário é de “grande valia”. “Acho muito bom porque, no meu caso, eu não realizei o sonho antes por não ter condições financeiras. Eu não teria como alugar v

Essa segurança jurídica que vocês estão dando aos casais é cidadania”José Aparecido da Costa Freire, presidente da Fecomércio

Outro casal que ansiava pelo casamento era Jailson dos Santos e Daniele Gonzaga de Sousa, juntos há 15 anos e pais de dois filhos de 14 e 12 anos. “A gente tinha o projeto de casar, mas a vida às vezes nos proporciona coisas diferentes do que a gente imagina”, afirma Jailson. Daniele insistiu na ideia e fez a inscrição no casamento comunitário.

Para eles, o casamento é a chance de reafirmar a boa parceria de anos. “É a oportunidade de tornar nosso relacionamento ainda mais firme”, destaca Jailson. O único lamento do casal foi a ausência do pai de Daniele, que morreu há pouco tempo. “Ele é uma pessoa que eu queria que estivesse aqui. Mas sei que onde ele estiver, está muito feliz porque era algo que ele desejava muito. Para mim, essa noite significa uma bênção de Deus”, afirma a noiva.

Parceiros

Desde o início do governo Ibaneis Rocha foram realizadas quatro edições do casamento comunitário, sendo três apenas em 2021. Só neste ano, o programa casou 115 noivos do DF.

A realização do programa ocorre com apoio de colaboradores. “Sempre acreditamos na parceria entre o governo e a sociedade civil para ter maior alcance dos nossos atendimentos porque a população do DF merece sempre o melhor”, comenta a secretária.

Por meio do Senac, a Fecomércio-DF é uma das empresas colaboradoras, auxiliando no ajuste dos vestidos e preparando cabelo e maquiagem das noivas.

O presidente da Fecomércio, José Aparecido da Costa Freire, foi prestigiar o evento ao lado Karine Avelar Camara, diretora regional do Senac-DF, e Cíntia Gontijo de Rezende, diretora de Educação Tecnológica e Profissional do Senac-DF. “Essa é uma noite muito especial. Sempre que temos oportunidade de estar com nossos alunos e instrutores é muito gratificante”, declara.

Ele também parabenizou a Sejus e o GDF pela iniciativa. “Essa segurança jurídica que vocês estão dando aos casais é cidadania”, avalia.

Mais uma vez a juíza do casamento comunitário, Mirtala Carvalho Delmondez, disse que faz questão de participar. “Ser convidada para celebrar o sonho desses casais, que já estão na união estável há muitos anos, é realizador. Não só pra mim, como para eles. A diferença é a mudança do estado civil, o que para eles é um reconhecimento na sociedade e de cidadania”, avalia.

A cerimônia ainda contou com a presença da ministra Flávia Arruda, deputada federal pelo DF, que representou a primeira-dama do Brasil, Michelle Bolsonaro.


Com informações da Agência Brasília