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Wolbitos são liberados no DF para reforçar combate à dengue, zika e chikungunya

Mosquitos Aedes aegypti com bactéria Wolbachia ajudam a bloquear a transmissão de arboviroses em 10 regiões do DF e dois municípios de Goiás


 Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF
Na manhã desta quarta-feira (24), o Distrito Federal iniciou a soltura dos wolbitos, mosquitos Aedes aegypti inoculados com a bactéria Wolbachia, que impede a transmissão de dengue, zika e chikungunya. A ação, conduzida pela Secretaria de Saúde (SES-DF), faz parte de uma estratégia inovadora de prevenção e já é aplicada em diferentes partes do país.

As liberações estão sendo realizadas em Planaltina, Brazlândia, Sobradinho II, São Sebastião, Fercal, Estrutural, Varjão, Arapoanga, Paranoá e Itapoã, além dos municípios de Luziânia e Valparaíso, em Goiás. O processo é registrado em sistema de mapeamento que acompanha os pontos atendidos.

Após a soltura, os caixotes retornam à biofábrica do Guará, onde os potes são higienizados e preparados para novas levas de mosquitos. “Todo o trabalho foi cuidadosamente planejado para garantir cobertura a cada comunidade. Não se trata apenas de soltar mosquitos, é uma ferramenta inovadora de proteção à população”, explicou Anderson Leocadio, chefe do Núcleo de Controle Químico e Biológico da SES-DF.

O método Wolbachia é seguro para pessoas, animais e meio ambiente. A bactéria, de ocorrência natural, bloqueia o desenvolvimento dos vírus no mosquito. Além disso, quando os wolbitos se reproduzem com mosquitos selvagens, a bactéria é transmitida às próximas gerações, ajudando a reduzir gradualmente a população transmissora. Experiências anteriores, como em Niterói (RJ), mostraram queda de mais de 80% nos casos de dengue.

Apesar da novidade, especialistas reforçam que os cuidados tradicionais permanecem essenciais: eliminar focos de água parada, usar repelente e manter atenção às medidas preventivas.

Com informações da Secretaria de Saúde

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