Parlamentares da base, incluindo a deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), acusaram acordo entre Centrão e oposição, liderado por Davi Alcolumbre (União-AP)
“Infelizmente, essa sessão coroa um acordo feito para derrotar a indicação de Jorge Messias para o STF”, discursou a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) e deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR).
“Nós não temos medo não. Quero fazer um pedido para vossa excelência (dirigindo-se a Alcolumbre): instale a CPMI do Master”, acrescentou, ligando o escândalo à gestão de Jair Bolsonaro (PL) e de Roberto Campos Neto, quanto esteve à frente do Banco Central.
O governo avalia que Alcolumbre articulou contra Messias ontem, em sessão que gerou derrota histórica para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O acordo feito com a oposição para derrubar a indicação inclui a derrubada do veto de Lula ao PL da Dosimetria, que reduz penas para os condenados pela tentativa de Golpe de Estado, incluindo Jair Bolsonaro e os presos pelos ataques de 8 de janeiro.
Acordo com a oposição
De sua parte, a oposição deixará de pressionar pela abertura da CPMI do Master, que contraria os interesses de Alcolumbre e de parlamentares do centrão que têm ligações com o banqueiro Daniel Vorcaro. Publicamente, Alcolumbre nega ter articulado contra Messias.
Assim como Gleisi, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) também cobrou a abertura da CPMI.
“Eu acuso que essa conspiração foi construída para fazer um grande acordão em cima de dois grandes temas centrais: anistia, mas, fundamentalmente, para fazer uma blindagem contra investigações da Polícia Federal”, disse o parlamentar.
“Eu acuso o PL, os bolsonaristas, de fraude. Passaram quatro meses falando de CPMI do Master. ‘Instala, instala, instala’. Estão caladinhos agora. Vocês não têm vergonha?”, acrescento Farias.
Outros parlamentares como Rogério Correia (PT-MG) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também fizeram discursos críticos ao “acordão” pela rejeição de Messias.
Com informações do CB
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