Enquete nas redes sociais segue até esta sexta-feira e envolve o público na conservação de espécie ameaçada
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| Mardônio Vieira/FJZB |
A Fundação Jardim Zoológico de Brasília (FJZB) abriu uma enquete nas redes sociais para escolher os nomes dos filhotes de sauim-de-coleira (Saguinus bicolor), nascidos em setembro de 2025. A votação ficará disponível por 24 horas e será encerrada nesta sexta-feira (6), às 9h.
Os nomes apresentados na enquete foram selecionados a partir de sugestões enviadas pelos próprios seguidores do Zoológico. Entre dezenas de comentários, a equipe reuniu as opções mais citadas. Para o filhote macho, os nomes disponíveis são João, Caju, Tacacá e Fauna. Já para a fêmea, o público pode escolher entre Maria, Castanha, Tapioca e Flora.
Filhos do casal Tucupi e Ama-tiri, os filhotes apresentam bom desenvolvimento, estão saudáveis e ativos e já podem ser vistos pelo público durante a visitação. Segundo o diretor-presidente do Zoológico de Brasília, Wallison Couto, a iniciativa vai além da escolha dos nomes e fortalece a relação do público com o trabalho de conservação realizado pela instituição.
De acordo com o gestor, a participação popular aproxima as pessoas das ações do zoológico e contribui para a educação ambiental. Para ele, o nascimento dos filhotes representa uma oportunidade de abordar a conservação da fauna de forma leve e acessível, despertando o interesse e a conscientização dos visitantes.
O sauim-de-coleira é uma espécie endêmica da região de Manaus, no Amazonas, e está classificada como criticamente em perigo pela União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). A principal ameaça à espécie é a perda de habitat provocada pelo avanço urbano e pelo desmatamento.
O Zoológico de Brasília participa de programas voltados à conservação do sauim-de-coleira, com ações que incluem manejo responsável, educação ambiental e sensibilização do público. O resultado da enquete será divulgado após o encerramento da votação, enquanto os visitantes já podem acompanhar de perto o crescimento dos filhotes, que representam mais um avanço na preservação da biodiversidade brasileira.
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